Publicado por: Nathan | Março 28, 2009

Queimem as bruxas

De que adiantam todos os avanços da humanidade quando nos é indicado voltar à Era Medieval? Embora ultrapassado (nunca tenho tempo pra escrever sobre as coisas em dia), tenho a necessidade de comentar sobre as últimas da Igreja Católica que explodiram nesse mês de março.

Começando pelo menos abrangente: o caso da menina de nove anos que ficou grávida de gêmeos, através do estupro do próprio padrasto, e abortou os fetos. Incompreendido da gravidade da situação, que envolvia a saúde da própria menina – ninguém espera muita resistência por parte de uma criança de nove anos de 36kg, não é mesmo? –, o bispo d. José Cardoso Sobrinho excomungou da Igreja Católica todos os responsáveis pelo aborto. O padrasto da menina, como nada tem a ver com o ato, ficou impune das críticas do bispo. A situação, é claro, começou a pesar depois de pronunciamentos por parte do ministro da saúde e do presidente Lula, que condenaram a atitude do bispo, já que se tratava de um caso de risco de vida da menina. O Papa, que não fica fora de nenhuma discussão pendente aos seus interesses, alegou alguns dias depois que o vaticano não condena o aborto que envolta a saúde da grávida. Pronto, já temos uma contradição dentro da própria Igreja. Lembrando que por lei (um recurso dos homens, sem interferências divinas), o aborto terapêutico é totalmente autorizado.

Segundo caso: O Papa Bento XVI na África. Todos já se cansaram de ouvir sobre os imensos problemas do continente com relação à AIDS. Dois terços dos infectados concentram-se lá, e 75% dos óbitos africanos acontecem devido a esse vírus. Em visita a esse mundo, o pontífice fez questão de abominar o uso de camisinha em se tratando de prevenção à doença. Enquanto você estaria agora pensando “e vai ser um oba-oba sem proteção? A AIDS vai tomar o planeta!”, nosso querido papa já tinha a solução: recomendou a fidelidade no casamento e a castidade, ou seja, que os casais façam sexo somente para ter filhos, chega de sexo por prazer. É bem visível que essa i said nomoda vai pegar entre os africanos, quando muitos, na verdade, nem católicos são! Mas é lógico que isso não ficaria avulso às divulgações do vaticano, não é mesmo?! Foi recomendado também que os católicos da África propaguem a religião e combatam a bruxaria e os maus espíritos. Depois dessa, certamente, os problemas da região mais miserável do mundo estarão resolvidos. Ha sim, vale lembrar que depois disso um bispo português aconselhou o uso de camisinhas por soro positivos…

Por quanto tempo teremos que conviver com um sistema de dogmas que já ultrapassou em muito nossos tempos? Desenvolvemos leis, tecnologias e métodos para conter o avanço de doenças, para procurar curas, proteger o Estado. Da última vez que aconteceram contradições na Igreja Católica, devido ao avanço do protestantismo, do mercantilismo e do comportamento dos clérigos, a “solução” encontrada foi a reativação do Tribunal do Santo Ofício (Inquisição) na Contra-Reforma. Felizmente, para nós cristãos, isso não deve voltar à tona. Saber-se-á agora o que vão inventar para manter um número considerável de fiéis sem alterar certas regras. Uma coisa é evidente: o poder de persuasão do vaticano andam nas casas negativas depois disso tudo.

São tantos casos que se transformam em conflitos com a Igreja – padres pedófilos dos Estados Unidos, pesquisas com células-tronco embrionárias, etc. – que já nem sabemos mais em que acreditar, se acreditamos no progresso humano, nas tecnologias, ou em entidades que ao longo da História desdobraram uma trajetória de mentiras.  Serão, certamente, conflitos eternos entre o Homem e as divindades. Por esses motivos, quem sabe, que tantos ateus e tantas outras religiões cristãs estejam surgindo por aí. Talvez não seja a descrença com relação à existência de uma Força Maior, mas o conjunto de decepções que o velho sistema nos revela diariamente.

 

 

 

Nathan M. Catolino

 

 


obs.: A imagem presente nesta postagem consta de uma manifestação francesa ironizando as atitudes do papa.

só um complemento:

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Publicado por: Nathan | Março 15, 2009

Engolindo a Lei Seca

Engolida, praticamente digerida, quase saindo pela porta de trás. A Lei Seca, que tanto apavorou e polemizou o segundo semestre do ano passado, está caindo no esquecimento. E não duvido nada de que seja arquivada na memória da maioria da população antes mesmo de fazer aniversário. Tanto que você, leitor, se já não a infringiu, certamente já presenciou uma cena dessas.

Vários prováveis – e até evidentes – motivos demonstram falhas na Lei Seca, a começar por ela mesma. A medida implica que nenhum motorista poderá dirigir após consumir uma gota se quer de álcool, um adorável bombom de licor já é o considerado suficiente para que um indivíduo, talvez voltando pra casa depois de um xadrez com os amigos e uma doce sobremesa, seja devidamente multado, acusado de “motorista alcoolizado” por um aparelho que tem uma margem de erro próxima aos limites. Isso mesmo, o bafômetro (instrumento que calcula a quantidade de álcool por mililitro de sangue no corpo, usado pelos policiais para multar ou prender motoristas bêbados nas blitz) contém uma margem de erro próxima aos 0,2mg/ml de sangue, o que torna até mesmo injustas algumas medições.

Outro ponto importante é a implantação da Lei no país. Tudo fogo de palha. No começo a polícia estava pelas ruas, com ou sem bafômetro, para intimidar aqueles que fingiam não saber das novas regras. O número de acidentes causados por pessoas alcoolizadas no volante diminuiu consideravelmente, já em agosto passado. Mas, infelizmente, não foi isso que aconteceu nos meses seguintes, com o tempo, tudo volta ao normal. Todo mundo sacou que a quantidade de bafômetros disponíveis era mínima, já que o governo não liberou muitos, e o alvoroço foi passando, fazendo a happy hour voltar às normalidades. Hoje, o número de pessoas preocupadas em pegar um taxi depois de sair às três da manhã de uma balada é consideravelmente pequena. Quais são as probabilidades de topar com a polícia, ser parado e contar com o azar deles possuírem um bafômetro em mãos? Não preciso nem dizer, se contarmos a quantidade de boates que tem numa cidade grande, onde o fisco é mais provável. Talvez por isso, só em Curitiba, 42% dos motoristas têm a cara de pau de afirmar que nunca levou a sério essa lei.

Unir o útil ao agradável é difícil numa situação dessas. Porém, apesar das inúmeras falhas da Lei Seca, todos nós temos consciência – eu espero – das consequências possíveis de sair dirigindo por aí alcoolizado, fora do controle. Os noticiários provam isso todos os dias. É excessivamente chato sair de uma balada ou de um barzinho e ter que largar o carro para pedir outro meio de transporte até sua casa, ainda assim, eu preferiria sair de taxi a sair de ambulância desse lugar. Acredito que compense seguir certas regras. Uma lei não é aprovada a toa e, sabendo que traz benefícios visíveis à toda comunidade, é importante que cada um cumpra seu papel de cidadão ao segui-la. Querendo ou não, essa Lei Seca que ameaça cair no esquecimento precisa ser engolida e absorvida.

 

 

 

 

 

Nathan M. Catolino

 

Publicado por: Nathan | Março 13, 2009

“Especial é pouco. O que procuro tem que ser essencial”

Rotina cansativa é pouco para definir o ciclo de estudos que vivo desde o início do mês (tudo por um objetivo! Ainda vou escrever sobre bons resultados quando chegar a hora). A Internet voltou ao meu dia a dia só agora, em pra variar, não resta muito tempo para o Mols de Xisdê! Uma pena, porque parece que quando não posso escrever é que aparecem as melhores ideais e motivos para isso. 

Deixando os dramas de lado, estou escolhendo voluntários (aham, exatemente esse paradoxo todo) para dar uma força nas atualizações. Essa é a primeira vez que isso acontece! O texto seguinte foi enviado voluntariamente por uma leitora e amiga:

 

 

 ”Especial é pouco. O que procuro tem que ser essencial”

 

 

Hoje parei e pensei: pra quê servem os amigos? De onde eles vêm?

É curioso notar, mas você já reparou como a maioria das pessoas tem facilidade em fazer amizades? Às vezes por uma horinha de descuido você se pega falando com um desconhecido que logo vira seu amigo de infância. Isso sem contar aqueles que além de infância viram amigos íntimos em três dias de conversa.

            Será essa uma característica do povo brasileiro ou uma característica pessoal? Pesquisas apontam que isso ocorre, muitas vezes, por que precisamos consciente ou inconscientemente suprir uma carência interna. Quando saímos de uma convivência com muitas pessoas e passamos a viver sozinhos é que começamos realmente perceber essa carência.

            Às vezes ela é fácil de ser notada, por exemplo, acontece alguma coisa com você, e você acha esse acontecimento um máximo, mas de uma maneira inesperada você “se liga” que não tem ninguém ali pra você contar o seu acontecimento. Isso fica guardado no seu inconsciente, que por sua vez, só esta esperando o momento certo para passar o fato para alguém, e quando você nota, esse alguém é um desconhecido da fila de supermercado ou alguma pessoa que esteja, sem um por que, ali na sua frente e acaba escutando e simpatizando com a situação. Pronto, inicio de uma amizade feita. Pode ser passageira, mas pode ser duradoura, isso, a convivência é quem dirá.

            E aqueles super amigos que, de uma forma ou de outra, você acabou perdendo. Você já parou pra pensar como eles fazem falta, e que ninguém, absolutamente ninguém, supre a falta deles? Podem vir amigos novos, colegas, mas aquele bom e velho amigo é pra sempre. Aquele amigo, que é o maior pilantra e que sua mãe acha que é “O” melhor. Aquele com quem você já riu, chorou, brigou e até bateu, mas que não é apenas especial é essencial. Aquele mesmo que você ia toda tarde, quando ele não estava na sua casa, na casa dele, e que rolava na terra com você, brincava de bola, implicava com os outros, tomava aqueles sucos que vinham em embalagens de plástico de vários modelos, é, esse suco mesmo, azul, amarelo, vermelho, doce como mel.

            Mas também tem aqueles que não são de anos, e sim de meses. Aqueles que por algum motivo se tornam essenciais, que até te convencem a escrever uma matéria pro blog deles. Ou também aqueles que ficam acordados até as três da madrugada abrindo o seu blog. Ou até mesmo ficam jogando conversa fora. Aqueles que você tem vontade de MATAR, mas que você ama acima de tudo. Esses sim valem a pena. Por esses sim, a gente da a cara pra bater. Sobre esses, a gente não permite que falem mal, por que criamos uma super fantasia colocamos neles, para guardá-los para sempre em uma parte da carência que existia por dentro de nós.

            Bom, a realidade é essa, quem não tem amigos, não tem absolutamente nada. A vida seria MUITO chata sem eles. Por isso, eu finalizo esse texto com uma frase que eu amo, e ela diz: “AMIGOS SÃO COMO ESTRELAS. NÃO OS VEMOS SEMPRE, MAS SABEMOS QUE EXISTEM”.

 

 

 

                                                                                              Melyna Algayer Calixto

 

Obrigado, Mel, pela sua contribuição.

Publicado por: Nathan | Fevereiro 27, 2009

Minhocas na cabeça e melancia no pescoço

Quem disse que para estar bem é preciso estar na moda? Não faço referência ao universo do consumo, das roupas de grife, dos esmaltes vermelhos com infinitos nomes e nem do melhor tênis da Nike. Com estes podemos viver bem, usando ou não, vai da cabeça torta de cada um. Me refiro à moda que machuca, aos costumes que vem do além de estacionam sem pedir licença, tomando conta das mentes, persuadindo e propondo uma divulgação que não requer gasto algum, apenas popularidade, boca do povo. Infelizmente, há produtos que com o tempo acabam ganhando o gosto popular e quem não usa é brega, ou pelo menos deveria ser para alguns.

Álcool. É moda desde que gente é gente, os maias já faziam bebidas loucas aproveitando o milho fermentado. É bom? Talvez seja, pesquisas recentes comprovam que a recomendada tacinha de vinho é um alô para o câncer de boca e fígado. Você usa? Certamente deve usar, porque gosta, porque esta em todo lugar, em todas as tribos, com as pessoas que você anda. É moda! Bom pra descontrair, pra se divertir, fazer o que vier na cabeça – enquanto ainda for sua cabeça. Não critico as bebidas da festa, a cerveja do happy hour, o milk shake com vodka do carnaval. Não é proibido beber. Mas o exagero mora bem ao lado dessa farra toda, o vício a poucos metros de distância e seu fim uns quilômetros mais à frente. Estar na moda com o àlcool exige limites.

Cigarro. Universitário que se preze deve fumar, o campus está cheio deles, e delas. A mulher cada dia mais vem se familiarizando com a causa da nicotina, com o hálito amargo e com os pulmões acinzentados. Moda, se você não fuma, ponha-se fora dessa turma. E nem é preciso ser aprovado em vestibular para estar conhecendo e namorando com a amiga nicotina, a moda que mais cresce, o narguilé,  ganha mais espaço na rotina dos adolescentes a cada final de semana. É legal, solta uma imensa fumaça (da pra brincar fazendo desenhos quando sai da boca!), não tem cheiro ruim, pelo contrário, o sabor de morango é um convite para quem estiver a volta, e não possui aquele gosto amargo que as universitárias tanto curtem. Parece perfeito, se não fosse o preferido da querida nicotina, vale como um cigarro, faz mal como um, e tem mãe comprando para os filhos porque é cheirosinho. Agradeça a pessoa que te apresentou essa benção quando adquirir inteiramente de brinde um câncer na garganta ou nos pulmões.

Álcool e Fumo são duas modas eternas. Não tratarei das drogas, pelo menos não agora, enquanto são ilegais, então sobram esses dois para fazer a alegria da galera. Beber moderadamente, socialmente, não é pecado. Se um drink é gostoso, não custa nada experimentar uma vez ou outra. Fumar já é um grave problema, a dependência vem mais rápida e cada dia mais incontrolável, desse recomenda-se distância. Toda essa conversa de moderação não significa nada para quem quer aparecer. Um dos principais motivos de adesão dessa maracutaia toda é o desejo de identificação com um grupo, a vontade de ser o centro das atenções, o descontraído, o alegre, a pessoa feliz. Moda nada saudável essa que seu amigo te apresentou. Esses que são os casos preocupantes, os exagerados, incontroláveis pela necessidade de receber atenção que entram na onda porque pensam não ter qualidade alguma para apresentar aos outros. A essas pessoas deixo um dica: Para se aparecer, prefira andar com uma melancia amarrada no pescoço do que sair colecionando minhocas na cabeça.

 

 

Nathan M. Catolino

Publicado por: Nathan | Fevereiro 11, 2009

Festas à indianopolitana

Indianópolis reinaugurou seu clube, totalmente verde e reformado o espaço agora conta com uma área social mais ampla e uma bancada para vender bebidas. Para comemorar a volta às atividades, foi oferecido ao público indianopolitano um “baile”, com direito a DJ, dupla sertaneja local e entrada franca. Não precisou de publicidade alguma para que a notícia da entrada franca chegasse aos ouvidos dos quatro mil habitantes que aqui vivem. Como imaginado, todos (quase sem exceção) dirigiram-se diretamente da Praça ao Clube, assim que foi anunciado no som que a entrada estava liberada. Não é de se estranhar que o lugar ficou lotado.

Não deu nem tempo de o DJ começar suas atividades direito e a farra já estava formada. “Chão chão chão chão” é o que se ouvia entre os metralhadores gritos da população. Já era de se imaginar que alguma coisa ia dar errado, não quanto à bagunça, que acredito já ser esperada até pelos organizadores, mas pelo que lixo virou aquele salão meia hora depois de começada a festa. Que povo mal educado. Quando olhei no chão só vi latas de cerveja e refrigerante rolando e sendo pisoteadas por um público frenético dançando, algumas nem tinham sido terminadas, e com toda aquela excitação na pista, o restante de conteúdo das latinhas espalhava-se pelo chão, fazendo com que os calçados colassem a cada passo. Preciso comentar sobre o ar? Vou comentar sobre o ar. O ambiente ficou claustrofóbico, minutos depois dessa imundice toda, quando a fumaça de cigarro começou a se acumular lá dentro.

clip_image001Bêbados, fumantes e fanfarrões. Será possível que ninguém por aqui tenha uma mínima noção de limpeza? Precisavam transformar o ambiente inteiro num chiqueiro, é claro. Se o negócio é grátis, é porque não se está pagando o motivo para abusar, se é pago, sujam para compensar o “absurdo” que pagaram. Completando a noite e dando lições sobre higiene, surgiu perto do palco, em meio ao maior aglomerado, uma possa de sangue. Menstruaram na pista? Prefiro não imaginar. O lugar virou literalmente um lixo.

Mas penso que não seja difícil encontrar situações parecidas em outras cidades. Quando se vai a grandes centros é nítida a quantidade de sujeira que acumula no meio-fio, folders e folhetos das Casas Bahia não faltam nas ruas de metrópole alguma. Quantas vezes você mesmo já não jogou alguma embalagem na rua só pra não ter que carregar na mão?! Não se trata apenas de consciência ecológica, noções de limpeza, higiene e saúde estão intimamente envolvidas. Lixo acumulado é motivo para a proliferação de inúmeras doenças, inundações de ruas devido aos bueiros superlotados, e consequentes maiores problemas. A sujeira no salão não é comparável à tudo isso, lógico, mas quem não tem nem a mínima educação de jogar no cesto aquilo que consome dentro de uma festa, com inúmeras pessoas em volta, com certeza também não tem a mínima preocupação com esses quesitos na rua, ou na própria casa. Lembrando que falta de cuidados em casa é motivo pra Dengue! Mas isso já é outro assunto.

A medida implantada a alguns anos que proibiu a comercialização de garrafas do tipo “long neck” na cidade foi furada, resolveu o problema das ruas cheias de garrafas, entretanto ganhou o problema das ruas cheias de latas. Desculpem-me os que não se envolvem nisso, os que se preocupam em manter a cidade limpa e os ambientes públicos bonitos, mas é devido a esses outros que se empenham em fazer de nosso espaço um chiqueiro que temos que ouvir todos os anos palestras e programas governamentais para diminuir a sujeira nas cidades. Perdoem-me também os funcionários públicos que se matam para limpar tudo no outro dia, não estou fazendo crítica ao trabalho de vocês.

Daqui a duas semanas começam os festejos de carnaval, e provavelmente teremos um misto entre o clube e a praça. Sinto muito ter que dizer que não vou arriscar-me a participar das folias no clube, não quero presenciar outra cena de desmantelamento como a de um mês e meio atrás. Falta de lixeiras na praça também não é o problema, uma vez que ainda ano passado foram instalados conjuntos de lixeiras com separação de materiais no centro. Não se trata mais de ações da prefeitura, o que precisam mesmo é de educação e respeito quanto aos bons hábitos em comunidade.

 

 

 

Nathan M. Catolino

Publicado por: Nathan | Fevereiro 4, 2009

Roda Gigante

Obs.: Eu gosto de fazer narrações às vezes, e mesmo que sejam contadas em primeira pessoa, não significa que eu realmente às tenha vivido. Ok, podemos prosseguir, foi só um esclarecimento!

RODA GIGANTE

Uma sensação diferente tomava conta daquele dia. Não é sempre que se tem um parque de diversões instalado em sua cidade. Um universo mágico de cores toma conta do ambiente noturno, banhado com alucinadas voltas das atrações e suas luzes psicodélicas. É definitivamente entusiasmante. Eu gosto de variar a rotina de vez em quando, e quando sopram oportunidades, não se pode perder tempo. Infelizmente, não é sempre que se está ao lado de quem gostaria, então prefiro seguir o ditado: “Antes só do que mal acompanhado”, não é mesmo?! E é exatamente nessas situações que deixamos a mente aberta, o pensamento livre enquanto andamos solitários. Justamente por isso que pensamos coisas inúteis e geralmente sem sentido. Eu sou uma pessoa viajada. E não, não estava drogado, só achei as luzes interessantes.

Luzes e cores a parte, algo sempre se destaca na escuridão. Aquele dia foi a vez da Roda Gigante. Nada de montanhas russas monstras e kamikazes esquizofrênicos, eu gostei mesmo foi da Roda Gigante. Grande, imponente, a mais iluminada que já tinha visto, era toda iluminada, o que fazia reluzir todas as imagens distorcidas na noite. Irresistível. Parecia que piscava para você, seduzia os olhares. Volto a dizer que não estava drogado nem bêbado, e não se tratava de uma mulher gorda com um vestido de brilhantes, era realmente a Roda Gigante que transbordava todas essas sensações. Não tinha como deixar aquilo de fora, eu tinha que experimentar.

pacificferriswheelAos seus pés tudo parecia inferior, eu era inferior. Puxando o link do fato de eu estar sozinho e isso sempre conduzir a pensamentos estranhos, não havia objeto mais incógnito que aquele. Analogias me faziam pensar de como não somos nada perto de toda excelência e beleza que a Natureza trás, sei que se tratava de uma coisa humana, antrópica, mas quanto mais próximo chegava, mais dava para sentir a desvalorização que ela me passava. Gostei daquilo. Gosto de conversas filosóficas. Ou melhor, monólogos filosóficos.

Se você reparar bem vai conseguir fazer essa analogia. Antes de entrar na Roda Gigante não da pra saber o que poderemos ver lá de cima, apenas temos uma noção do que se poderá ver. Não são muitos que chegam lá, tem que se pagar por isso (e, naquele caso, o preço era relativamente alto). Acontece que quando você se encontra no topo nada mais importa. Agora se pode ver longe, os outros são pequenos lá em baixo, formigas sapateando na fila por uma vaga na Roda Gigante. No topo você se esquece do que é estar lá em baixo, embora saiba muito bem como é estar lá. Uma pena que a roda gigante desce, todo o aproveitamento cai como um deleite desmoronando, terra abaixo para se juntar à massa de formiguinhas. Há formigas maiores que você agora. E lá vai o brinquedo subir novamente para mais uma volta brinde! Eu adoro esses bônus. Estar por cima nem sempre se trata de uma coisa paga. No fim das contas, você volta para o chão, e com menos dinheiro do que antes.

Para mim valeu a pena, não sabia como era lá em cima mesmo…

Publicado por: Nathan | Janeiro 6, 2009

Feliz Ano Novo, bons brasileiros

Presto atenção sempre nas novidades do Orkut, especialmente agora que as férias indianópolitanas estão a pico. Acontece que já faz cinco ou seis dias que o novo ano começou e nada de o sistema lançar um novo tema para cobrir aqueles que a Oi patrocinou nas datas comemorativas. Já estou enjoado do visual crepuscular e a irritante frase “Feliz Ano Novo” banhando minha barra superior como se eu tivesse permanecido um tempo trancado num porão e me abastasse de acompanhar as festas de fim de ano. Espero não ter que passar muito tempo mais convivendo com isso.

Talvez o Orkut trabalhe como todo bom brasileiro e encare a segunda feira (dia 05) como o início efetivo dos próximos 365 dias. Pois é assim mesmo que trabalhamos – e uso terceira pessoa do plural por que o fiquei até ontem em feriado prolongado de fim de ano – pra que se importar com o ano novo se um dia depois já veio um final de semana, não é verdade? Se o Orkut trabalhar como todos nós, então demorará mais um bom tempinho para que novos temas cheguem, eu aposto fielmente no tema “Folia”, nada tão maravilhoso como a substituição de 2008 diretamente para o Carnaval, que é o próximo evento para o qual todas as atenções já estão sendo voltadas. Quem sabe não estamos vivendo um tal de 2008,5 e o 2009 só venha depois do Carnaval!

Uma beleza agora é imaginar que esse ano teremos apenas um feriado que não caia em dia útil. Digo isso porque foi a primeira coisa que eu procurei quando me vieram aqueles calendários de brinde com foto de passarinho que as lojas nos empurram em dezembro. E não admito que me vejam com olhares reprovadores, tenho certeza que todo bom brasileiro deu uma procuradinha básica nas datas importantes só pra saber se iria ter recesso! Você não me engana!! Nem é novidade eu contar que o feriado que cai em final de semana é 15 de Novembro, e que isso não vai fazer diferença alguma porque nessa data já estaremos pensando em mais férias. Outra coisa que se não me confirmarem nos comentários desse texto vou ficar indignado é que todo mundo vê o dia da semana em que vai cair seu aniversário na primeira folhinha de 2009 que encontrou ano passado. O meu vai ser de sábado. E se o seu for também, aposto que o primeiro pensamento foi “uia! Um dia perfeito pra fazer uma festa!”.

Pra variar às expectativas, faz frio em janeiro! Aquecimento Global, cadê você, amigo?! Nunca esperei por uma situação dessas, ter que apelas para o Aquecimento Global salvar o dia. Como um bom brasileiro, vale tudo né. Meu edredom que agradece, o coitado estava aposentado desde o começo de agosto e pouco foi usado no ano passado, no qual o inimigo Aquecimento Global mostrou presença. Alias, não é só o meu edredom que agradece, minha jaqueta nova também! Sim, eu comprei uma jaqueta terça feira passada sabe-se lá por que com aquele calor de 35°C e já a inaugurei final de semana passado. Um friozinho digno.

Enquanto eu estou de férias, o nosso querido Mol fica às traças. Hoje fui ver com qual motor de busca as pessoas mais entram no site e morri de rir quando li “como fazer pêssego em caldas” na primeira posição. Pessoal, acalmem-se, eu ainda não dito receitas por aqui, portanto poupem o Google dessas sandices. Se pelo menos atrair alguém para ler a fábula do pêssego eu caldas já está ótimo não é mesmo?! Parece que em tempos de aulas eu me dedico mais a escrever aqui. Vamos esperar e ver se algum assunto brota nas próximas semanas.

OBS.: Qualquer incoerência ou erro gramatical por favor me avisem, são três da manhã e não é todo livro de português que passa pela minha cabeça numa hora dessas.

Publicado por: Nathan | Dezembro 11, 2008

Férias à indianopolitana

Algumas coisas nunca mudam. Vivemos uma realidade turbulenta enquanto na verdade, em alguns lugares, isso não passa de um mito. Indianópolis é assim: Um par de pessoas pequenas fingindo viver num lugar grande, expondo suas particularidades à praça (isso quase que literalmente). Esse é o lugar onde vou passar minhas férias.

As paredes têm ouvidos. Frase clichê de qualquer conversa escancarada, mas de eficácia garantida em Indianópolis, onde não se fala sem ser ouvido. Sem exceção qualquer mera discussão rotineira vira logo conversa de bar, ainda mais se sua mãe brigou com você por causa dos dez centavos que sumiram da bolsa dela. Quando isso chegar ao bar, um  cheque de cinqüenta já terá batido às asas daquela bolsa.  Teve batata frita no almoço? Seus vizinhos já sabiam desde quando você saiu para comprar as batatas.

Focinho de porco não é tomada. Resposta irônica para aqueles que perdem seus tempos sentados na calçada interrogando todos que passam. “Como vai a vida?”, bem viva, eu diria, frente a este pretexto ridículo de querer saber aonde você vai. Pior situação se vive com os que tem comércio. Vá a qualquer “1,99 e Preços Variados” (todos somos cientes de que o tempo do um e noventa e nove já passou há pelo menos oito anos), compre um cd virgem e verifique qual será a pergunta da funcionária curiosa, sim, sempre fazem uma pergunta, jogam verde pra colher maduro, dizem “vai ter festa?” Ou então “O computador está muito cheio?”. Perguntas inconvenientes. Um dia ainda vou respondê-las a altura. “Não, é que está faltando papel higiênico em casa”. Me poupem, mas curiosidade tem limites.

Em terra de cegos, quem tem olho é rei. Vale a pena freqüentar a praça central nas noites de sábado, quando ela já tem o número máximo de visitantes (acredite, as outras cidade-satélite também vêem com entusiasmo os embalos de sábado a noite indianopolitanos, especialmente quando o funk rola solto pela avenida). Nesses momentos é que se vê o quanto ridículo alguns passam para chamar a atenção local e ser o assunto do dia seguinte, e talvez nem o dia seguinte precisa chegar. As piriguetes não perdem tempo, enquanto as patys desfilam seus excelentíssimos novos trajes como num baile de formatura. Mais impressionante que observar o coeficiente de achismo das meninas, é ver a mais clara tradição de subdesenvolvimento social: voltas e voltas incansáveis em torno do ponto central na praça triangular. Não me olhe com recriminação, eu sei que não há mais por onde andar mesmo.

Quanto maior o galho, maior o tombo. Uma coisa interessante de se notar é que a PEA (população economicamente ativa) de Indianópolis está em franco crescimento. Sim! Estamos avançando para os mais altos patamares. Isso porque, claro, o município conta com uma vasta quantidade de crianças de colo e adolescentes grávidas, o que claramente aumentará a população e a demanda de empregos em pouco tempo. As escolas até já percebem o agradável aumento de bebês com a satisfação da falta de vagas. É bom ser irônico às vezes. Aliás, fazer o que, eu vivo aqui também! Graças a Deus ainda não sou pai de ninguém.

Quem ama o feio, bonito lhe parece. E pra quê mudar, não é mesmo?! Ao mesmo tempo que uns buscam uma saída imediata, no menor tempo possível, sempre há a camada conservadora, insistentes de que o suco tem que ser de laranja, de que a água tem que ser sem gás, de que o sábado tem que se resumir em praça.  Felizes o que aqui moram sem conhecer o que há lá fora para descobrir, o que se sentem bem sem arredar o pé dessas ruas e os ouvidos das paredes. Já percebi que essas férias à indianopolitana vão ser emocionantes.

 

 

Nathan M… Catolino

Publicado por: Nathan | Novembro 29, 2008

Sinistros e Possuídos


Pegue uma pessoa dita “normal” e multiplique por -1. Pronto, você tem um canhoto. Uma visão das coisas totalmente diferente toma conta desse grupo seleto que, por seleto, tem que aprender a viver num mundo “do contra”.

Muitos os conhecem, porém poucos são. Assim como é difícil para os destros entendê-los, para os canhotos é praticamente a mesma coisa, com uma suave diferença: quase todo mundo compartilha de uma coisa que ele não tem, não pensa em ter, mas vê facilidades se tivesse. Muitos instrumentos (pra não dizer quase todos) foram desenvolvidos por destros, logo, esses sem perceber limitaram a praticidade de seu uso – e não seu uso, é claro – por aqueles que nunca entenderam o motivo se serem diferentes. Veja por exemplo as geladeiras. Talvez você, destro, nunca tenha percebido, mas sempre abriu a geladeira com a mão direita e manuseou o alimento com a mão esquerda, fácil assim. Entretanto, o que fazer quando a geladeira precisa ser aberta com a mão esquerda? Lá se vão uma série de adaptações. Hoje, e já há algum tempo, na verdade, os freezers e geladeiras já possuem de fábrica a possibilidade de se trocar o sentido de abertura da porta (de anti-horário para horário), mas em casa de canhoto sempre tem mais destros.

Se você é canhoto, certamente entende o que estou tentando dizer, se não é, deve pelo menos estar tentando lembrar como se abre uma geladeira. É difícil compreender um esquerdo. Não obstante, canhotos sofrem com leves discriminações, e isso já começa pelo nome. Procurando em um dicionário de sinônimos, canhoto seria o mesmo, ou semelhante, a desajeitado. Não bastasse essa calúnia (acredito fielmente que foram destros que inventaram o termo), ainda colocam logo abaixo ‘Hábil’ como antônimo. Não preciso citar os outros, uma vez que essa é prova escrita de que esse grupo é deixado de lado.

Começa na escola. Malditos colégios aqueles que adotam carteira de braço para seus alunos. Qualquer um tem uma infinidade de lugares para optar sentar-se, mas o “desajeitado”, é claro, conta com um máximo de 10% das opções. Lugares previamente selecionados e geralmente afastados uns dos outros (talvez para contar a “culpa” de serem selecionados) viram objeto de desprezo para os “hábeis”, que não dificilmente encontram nos canhotos um motivo para apelidos. Há quem diga que são tortos, outros preferem sinistros – uma acomodação para o lado esquerdo nas aulas de isomeria geométrica – já alguns, mais exaltados, chegam a dizer que são até possuídos. Espero que este último não seja levado a sério.

O fato é que os canhotos – e não canhoteiros, como insistem alguns preconceituosos, visto que “eiro” é um prefixo geralmente pejorativo – vivem numa realidade que não é a sua. Desde o simples abridor de latas, que, embora não pareça, foi desenvolvido somente para os “normais”, até o comum aperto de mãos e o beijinho no rosto, são coisas que deixam a pessoa canhota sem ação. Num mar de dificuldades, eles aprendem a conviver com aquilo que não é seu, e comumente desenvolvem a atividade com demasiado êxito. O mouse está do lado errado, mas eles aprenderam a fechar as janelas do lado certo.

 

 

Nathan M… Catolino

 

OBS: Sei que o parceiro “Xisdecera” já publicou um artigo interessantíssimo sobre o assunto. “Canhotos: Dentro do espelho” apresenta uma visão altamente crítica e divertida dessas contradições em que vivem os “tortos”. Não plagiando sua matéria, mas pegando-a de exemplo e complementando os pensamentos, decidi montar “Sinistros e Possuídos”.

 

Publicado por: Nathan | Novembro 11, 2008

Maratona de polímeros

 

Os dias de primavera se comportavam como um escaldante verãono céu não se via mais o maciço amontoado gasoso que, logo no primeiro resquício de dia, pairava sublimemente, diretamente dos fabricantes de vontades para o resto das violentas ruas materialistas. Enquanto a poeira baixava e os noticiários repetiam os sórdidos acontecimentos mundanos, alguém descansava calmamente na praia.

 Ingenuamente sentado na areia, desfrutava do bel prazer sem se dar conta dos corpos mascarados que passavam logo na avenida por perto. “Pobre alma”, pensavam os atletas do conhecimento quando viam o despreocupado rapaz, agora já fazendo um castelo na areia, pacificamente saboreando o leve  e tolo ar salino reagindo com o sol em sua pele.

O silício sem fim estava vazio e livre das ondas fumarentas enquanto apenas aquele homem desfrutava da energia tipicamente positiva que aquele ambiente irradiava. Foi nesse momento, exatamente no meio tempo entre o vermelho e o amarelo do semáforo latitudinalmente próximo, que finalmente um novo estranho, numa observação impiedosa quanto à situação serena do outro na areia, optou por questioná-lo. “O que estaria você fazendo aqui nesse antro de acefalias, apenas mirando o barulho das águas?”. Num olhar tipicamente pueril, o homem sentado respondeu, gesticulando como quem abre uma lata pressionada de azeitonas recheadas: “Estou tentando encontrar um caminho para a fuga da sua realidade”.

Não é que ele queria se tornar um vagabundo frente a realidades irreversíveis, sabia muito bem que aquilo conhecido por ele como terra, como água, como ar, estavam esfarelando-se à medida que os atos de pessoas como aquele curioso viviam suas vidas insensatas. “Você sabe o que está fazendo quando se fantasia com essas etiquetas piedosamente biodegradáveis?”, perguntou já insano de raiva, procurando dar uma visão mais lírica às suas falas.

O homem ficou sem reação diante das perguntas incabíveis que o outro fazia. Estendendo solidariamente a mão com o olhar profano do novo mundo faz um sinal com a cabeça para o homem da areia segui-lo: Queria arrastá-lo para a proximidade sintética em que vivia. Sem mais nem menos, aquele que parecia a encarnação quântica da sustentabilidade, largou o sol, o sal e a terra para compor a massa injusta, competitiva e imponderada dos maratonistas, num ato de profundo envolvimento e sedução pela influência das luzes de neon do outro lado.

Inútil tentar fugir daquilo que o destino reserva, daquilo que é reservado para a unidade, para o que é predestinado a acontecer. Da natureza para o mundo o homem foi passando pelos semáforos da avenida e, quando se deu conta, sozinho estava solto na particularidade de sua nova realidade, no individual coletivo em que todos são soltos mais hora menos hora. Chegava a hora de aprender a compor o grupo dos enlatados. Chegara o momento de andar com as próprias pernas na convenção de tiranias em que fora severamente atirado, fruto puro e azedo da sua pueril ingenuidade.

Enquanto o homem da areia – agora no concreto fervescente, tentnado substituir o certo pelo duvidoso, impressionando-se com as incertezas de sua mais nova rotina, acalorado pelos frios olhares mercantilistas e devoradores da concorrência – pensava de vez em quando, na medida em que seu cérebro ia ruindo e a sublime neblina ia tomando conta de seus pulmões, se não veio ao mundo para nada, se as coisas um dia teriam solução… Não era hora para filosofias, o mundo de polímeros não permite opiniões e pensamentos. Nascia ali um novo objeto de controle da insaciável camada aproveitadora, um novo atleta fomento de sucesso.

Novo, não mais um. A ciclicidade do universo é algo impressionante, elástico e reformável. Na areia daquela mesma praia, agora havia também um novo homem, livrando-se das impurezas que acumulou ao longo de anos na vida de maquinaria. Um homem que escalou sua existência e demonstrou estendendo a mão e tirado a posição de um ingênuo que, mesmo na praia, reprodução máxima da limpeza espiritual e das forças naturais, havia uma competição. Do concreto para a areia a ganância e a inveja polímera – material; carbonífera – também têm seu lugar.

 

Na natureza,

Vence o mais forte.

 

 

 

 

 

Nathan M… Catolino

 

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