O trecho da letra do skank começa finalmente a virar realidade no Brasil, com certo atraso, pra variar. O governo de São Paulo iniciou recentemente uma série de medidas antifumo, a fim de proporcionar o maior bem-estar da população, tanto de fumantes quanto de não fumantes (fumantes passivos) e principalmente desestimular a atividade daqueles que ainda insistem em ser uma chaminé ambulante.
Países como a Inglaterra e os Estados Unidos vêm restringindo cada vez mais o cerco para quem curte ter os pulmões apodrecidos, através de políticas tributárias e legislativas, e agora chegou a vez brasileira no assunto. A primeira medida eficiente foi o aumento dos impostos sobre o preço do cigarro, que aumentaram em 23%. Fato ótimo, uma vez que estudos da OMS (Organização Mundial de Saúde, da ONU) indicam que a cada 10% de aumento na carga tributária sobre o preço do cigarro o consumo diminui 4% nas nações desenvolvidas e o dobro nos países em desenvolvimento. Além do mais, toda a grana arrecadada é investida na previdência social, no seguro-desemprego e na saúde, para poder compensar os infinitos gastos que os fumantes trazem para o Estado. Semana passada os Estados Unidos triplicaram os impostos incidentes sobre o tabaco, que passou de 0,39 dolares o maço para 1,01 dólar. Espetacular. Na União Européia, pelo menos 57% do preço pago pelo maço vai para as contas do governo., tudo isso para investimentos variados na saúde pública.
Outra decisão eficiente foi a do governador de São Paulo, José Serra, que merece os parabéns. Serra propôs o fim dos fumódromos em 2007, e agora seu projeto está apovado e já posto em prática. Nele consta que não é mais permitido acender cigarros em estabelecimentos fechados, como bares, shoppings, e principalmente nos fumódromos, já que é comprovado sua ineficácia em isolar a fumaça. Também não se pode mais fumar debaixo de toldos. O fumo fica restrito para o carro, a casa e o ar livre. Nada muito revolucionário se compararmos com medidas tomadas em Londres no ano passado ou em Nova York em 2003, quando tragar em locais fechados tornou-
se proibido. Ainda assim, essa é a lei mais restritiva do Brasil com relação a esse tipo de prática, e se continuar nesse ritmo, não demorará até que se estenda para todo o território nacional. Afinal, é realmente injusto para não fumantes ter que suportar metros cúbicos de fumaça toda vez que vai a um restaurante ou barzinho, que normalmente não respeitam o bom senso de impedir o fumo nos seus interiores. Outro ponto de comemoração dos não fumantes diz respeito à saúde, já que da ponta de um cigarro sai o triplo de nicotina e monóxido de carbono e cinquenta vezes mais substâncias cancerígenas do que entra pela boca do fumante.
Fumar é caro, e será ilegal na maioria dos ambientes em breve. Torço, aliás, para que com o tempo o narguilé seja educadamente inserido em tais regulamentos. Ninguém é obrigado a ser cercado de fumaça quando todo mundo sabe os problemas que isso causa. Fumar hoje em dia é uma questão de inteligência. Nunca se dispôs de tanto conhecimento dos problemas que todos estão envolvidos quando em contato direto ou indireto com a fumaça do cigarro. Também é injusto para os que estão tentando conter seu vício o convivio com pessoas fumantes, tanto no trabalho como no seu próprio condomínio – na Califórnia, a restrição chega a afetar moradores de apartamentos. Não adianta pensar que de uma hora para outra tudo estará resolvido, mas é preciso dar valor a cada passo que a humanidade dá em favor da melhor qualidade de vida. Felizmente, o mundo trabalha em favor do fim dos viciados, para que, quem sabe, ainda que sendo utópico demais, gerações futuras se perguntem quantos mililitros de cérebro a menos tinham seus antepassados, chaminés ambulantes.
Nathan M. Catolino

Realmente, quem não fuma ou quem esta na tentativa de parar de fumar merece o direito de ter uma área limpa para isso.
Já quanto aos impostos que serão revertidos em obras sociais do governo, eu espero, com muita sinceridade, que isso realmente aconteça, e que não tenhamos que ver esse dinheiro voando em malas ou passeando em cuecas de uns dois ou três…
ótimos temas no seu blog, Nathan.
Parabéns.
beijosthan! ;*
Por: melcalixto em Abril 24, 2009
às 11:59 pm
Escuta, acredito que a lei seja importante, pois para os não-fumantes deve ser insupotável inalar fumaça em ambiente fechado. Agora que é a lei é uma medida importante para o nosso bem-estar, que pensaram nisso, kkkkk… muita ingenuidade.
Aumenta o preço, diminui o consumo? kkkkkkkkkkkkk. a diferença é que os pobres daí passam a fumar aqueles do Paraguai de r$10,00.
Aqui não é Londres, meu bem.
Por: Soueumesmo em Julho 9, 2009
às 1:41 pm